Animal Law as an instrument for the protection of sustainability
Keywords:
Animal Rights. Animal Dignity. Sustainability. Sustainable Development Goals (SDGs). One Health.Abstract
This article analyzes Animal Rights as an instrument for the ethical deepening of sustainability within contemporary Brazilian constitutionalism. It starts from the premise that the traditional model of sustainable development—structured around economic, social, and environmental pillars—still operates under a predominantly anthropocentric framework, treating animals mainly from a functional-ecological perspective. Based on the interpretation of Article 225 of Brazilian Constitution and the jurisprudence of the Supreme Federal Court, particularly in ADI 4.983/CE, it is argued that the constitutional prohibition of cruelty constitutes an autonomous norm grounded in the recognition of animal sentience and dignity. The study maintains that Animal Rights, as an autonomous legal field, expands the normative content of sustainability by acknowledging the intrinsic value of non-human animals, thus overcoming a purely instrumental view of fauna. The research adopts a legal-dogmatic methodology, combining constitutional, jurisprudential, and specialized bibliographic analysis. It argues that incorporating Animal Rights enhances the Sustainable Development Goals (SDGs), strengthens the One Health paradigm, and contributes to the structural prevention of sanitary, environmental, and ethical crises. The article concludes that sustainability, to remain consistent with the evolutionary stage of contemporary constitutionalism, must incorporate an interspecies ethical dimension, promoting a normative reconfiguration capable of aligning economic development, social justice, environmental protection, and respect for animal dignity
Downloads
References
ATAIDE JUNIOR, Vicente de Paula. Introdução ao direito animal brasileiro. Revista Brasileira de Direito Animal. 2018.
ATAIDE JUNIOR, Vicente de Paula. Princípios do Direito Animal brasileiro. Revista do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFBA. Salvador, v. 30, n. 1, p.106 -136, jan./ jun. 2020.
BARONI, Margaret. Ambiguidades e deficiências do conceito de desenvolvimento sustentável. Rev. adm. empres. 32 (2). Jun 1992, p. 14-24.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 20 dez. 2025.
GRAU, Eros Roberto. A Ordem Econômica na Constituição de 1988. 11. ed. São Paulo: Malheiros, 2006.
IPEA - INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Brasil em Desenvolvimento: estado, planejamento e políticas públicas. Brasília: Ipea, 2010.
MAROTTA, Clarice Gomes. Princípio da dignidade dos animais. Belo Horizonte: D’Plácido, 2019.
MILARÉ, Édis. Direito do Ambiente: a gestão ambiental em foco, doutrina. jurisprudência. 7. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2011.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). One Health. Genebra, 2017. Disponível em: www.who.int/features/qa/one-health/en/. Acesso em: 20 dez. 2025.
RATTNER, Henrique. Sustentabilidade: uma visão humanista. Ambiente & Sociedade. Ano II, nº 5, 2º Semestre de 1999, pp. 233-240.
REGIS, Arthur Henrique de Pontes; SANTOS, Camila Prado dos. Direito Animal em Movimento. Curitiba: Juruá, 2021.
REGIS, Arthur Henrique de Pontes; PACCAGNELLA, Amanda Formisano. O princípio do desenvolvimento sustentável sob a perspectiva do Direito Animal: a necessária inclusão dos animais no conceito de sustentabilidade. In: BRAZ, Laura Cecília; LIMA, Raphael Leal R. (orgs.) Direito Animal: novos rumos para uma nova década. Salvador: Mente Aberta, 2021.
REGIS, Arthur Henrique de Pontes; REGIS, Adelmar Azevedo. Contextos do Direito Ambiental e do Direito Animal na Constituição Federal Brasileira de 1988: diálogos necessários. In: DISCONZI, Nina et al. (orgs.). Direito Animal. Vol. 3. Santo Ângelo: Editora Ilustração, 2025.
SARLET, Ingo Wolfgang; FENSTERSEIFER, Tiago. Princípios do Direito Ambiental. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2017.
SEN, Amartya. Desenvolvimento como Liberdade. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
SOARES, Thiago Ferreira. Meio ambiente e saúde única: o que podemos esperar? Revista Brasileira de Meio Ambiente. Recife, v. 8, n. 4, p. 74-80, 2020.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). 2016. Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.983/CE. Disponível em: http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=12798874. Acesso: 20 dez. 2025.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF). 2019. Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.903/DF. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/processos/downloadPeca.asp?id=15340792260&ext=.pdf. Acesso: 20 dez. 2025.
THOMÉ, Romeu. Manual de Direito Ambiental. 3. ed. Salvador: Jus Podium, 2013.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA (UNESCO). 2005. Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos. Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0014/001461/146180por.pdf>. Acesso em: 20 dez. 2025.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Revista Processus de Estudos de Gestão, jurídicos e Financeiros

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
A submissão de originais para a Revista Processus de Estudo de Gestão, jurídicos e Financeiros implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação. Os direitos autorais para os artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos da revista sobre a primeira publicação. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente a Revista Processus de Estudo de Gestão, jurídicos e Financeiros como o meio da publicação original.
Licença Creative Commons
Exceto onde especificado diferentemente, aplicam-se í matéria publicada neste periódico os termos de uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional, que permite o uso irrestrito, a distribuição e a reprodução em qualquer meio desde que a publicação original seja corretamente citada.




















