Análise de probabilidade de perda financeira em processos judiciais

Autores/as

Palabras clave:

Probabilidade. Perda Financeira. Instituições Financeiras. Provisão. Jurimetria

Resumen

O objetivo do presente artigo é estimar a probabilidade de perda financeira em processos judiciais, utilizando como base variáveis obtidas pela análise jurimétrica dos processos. A base de dados utilizada foi extraída de um sistema utilizado por uma instituição financeira brasileira para monitorar e acompanhar os processos judiciais dos quais é parte, conforme exigência dos órgãos reguladores. Por meio de regressões logísticas, foi possível identificar que as variáveis relacionadas ao local de tramitação, aos pedidos deduzidos e ao tempo de tramitação são estatisticamente significantes a 1% e a 5%, influenciando a variável dependente perda financeira. O modelo contribui, ainda, ao estimar a probabilidade de perda financeira nos processos judiciais, auxiliando na estimativa de provisão, alinhada com as prescrições dos órgãos reguladores, razão pela qual os achados são úteis a gestores e agentes do sistema financeiro nacional.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Diego Soares Pereira, Banco do Nordeste do Brasil, DF, Brasil

Advogado; Mestre em Economia pelo IDP.

Guilherme Mendes Resende, Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), DF, Brasil

Graduado em Economia, Direito e Administração de Empresas; Mestre em Economia pela UFMG; Doutor em Economia pela London School of Economics and Political Science (LSE).

Citas

ABA. Statement of policy. American Bar Association. 1975.

BACEN. Diagnóstico da Convergência às Normas Internacionais. Banco Central do Brasil, Brasil, 2006.

BACEN. Resolução No 3.883, de 16 de dezembro de 2009. Banco Central do Brasil, Brasil, 2009.

BACEN. Resolução No 4.557, de 23 de fevereiro de 2017. Banco Central do Brasil, Brasil, 2017.

BARNABÉ, M. A. P. Predição de risco jurídico de instituições financeiras. 2022. CPC. Pronunciamento Técnico CPC 25. Comitê de Pronunciamentos Contábeis, 2009.

DENNIS, D. M.; KEITH, R. M. Are litigation disclosures inadequate? the authors recommend that companies disclose more, or more explicit, data on lawsuits in progress. Journal of Accountancy (pre-1986), American Institute of Certified Public Accountants, v. 151, n. 03, p. 54, 1981.

DESIR, R.; FANNING, K.; PFEIFFER, R. J. Are revisions to SFAS No. 5 needed? Accounting Horizons, v. 24, n. 4, p. 525–545, 2010.

FESLER, R. D.; HAGLER, J. L. Litigation disclosures under SFAS No. 5: A study of actual cases. Accounting Horizons, American Accounting Association, v. 3, n. 1, p. 10, 1989.

FISHER, R. A. The use of multiple measurements in taxonomic problems. Annals of eugenics, Wiley Online Library, v. 7, n. 2, p. 179–188, 1936.

GONZALEZ, E. Z.; FILHO, C. F. da S. 02) risco legal e companhias abertas: Ponderações sobre a importância da avaliação do risco jurídico para atuação no mercado mobiliário. Revista Brasileira de Gestão e Engenharia| RBGE| ISSN 2237-1664, v. 7, n. 2, p. 20–37, 2016.

GUJARATI, D. N.; PORTER, D. C. Econometria básica-5. [S.l.]: Amgh Editora, 2011.

HAAR, C. M.; SAWYER, J. P.; CUMMINGS, S. J. Computer power and legal reasoning: A case study of judicial decision prediction in zoning amendment cases. American Bar Foundation Research Journal, Cambridge University Press, v. 2, n. 3, p. 651–768, 1977.

HENNES, K. M. Disclosure of contingent legal liabilities. Journal of Accounting and Public Policy, Elsevier, v. 33, n. 1, p. 32–50, 2014.

JONES, S.; HENSHER, D. A. Advances in credit risk modelling and corporate bankruptcy prediction. [S.l.], 2008.

JR, J. J. S.; RECKERS, P. M. The impact of group processing on selected audit disclosure decisions. Journal of Accounting Research, JSTOR, p. 482–501, 1981.

KEOWN, R. Mathematical models for legal prediction. Computer/lj, HeinOnline, v. 2, p. 829, 1980.

LAUDERDALE, B. E.; CLARK, T. S. The supreme court’s many median justices. American Political Science Review, Cambridge University Press, v. 106, n. 4, p. 847–866, 2012.

LOEVINGER, L. Jurimetrics: The methodology of legal inquiry. Law and contemporary problems, JSTOR, v. 28, n. 1, p. 5–35, 1963.

MACKAAY, E.; ROBILLARD, P. Predicting judicial decisions: The nearest neighbour rule and visual representation of case patterns. 1974.

MARTINEZ, E. Z.; LOUZADA-NETO, F.; PEREIRA, B. d. B. A curva roc para testes diagnósticos. Cad. saúde colet.,(Rio J.), p. 7–31, 2003.

NAGEL, S. Predicting court cases quantitatively. Michigan Law Review, JSTOR, v. 63, n. 8, p. 1411–1422, 1965.

NOGUEIRA, P. H. Teoria Quinária da Ação. [S.l.]: Salvador: Juspodivm, 2010.

REIMERS, J. L. Additional evidence on the need for disclosure reform. Accounting Horizons, American Accounting Association, v. 6, n. 1, p. 36, 1992.

SCHUBERT, G. Policy without law: An extension of the certiorari game. Stan. L. Rev., HeinOnline, v. 14, p. 284, 1961.

THOMPSON, J.; SMITH, L.; WILLIAMS, J. An evaluation of the reporting standards for litigation: some empirical evidence. Research in Accounting Regulation, v. 4, p. 43–57, 1990.

ULMER, S. S. Quantitative analysis of judicial processes: Some practical and theoretical applications. Law and Contemporary Problems, JSTOR, v. 28, n. 1, p. 164–184, 1963.

WOOLDRIDGE, J. M. Introductory econometrics: A modern approach. [S.l.]: Cengage learning, 2015.

ZHONG, H. et al. Iteratively questioning and answering for interpretable legal judgment prediction. In: Proceedings of the AAAI Conference on Artificial Intelligence. [S.l.: s.n.], 2020. v. 34, n. 01, p. 1250–1257.

Publicado

2026-03-13