Transexualidade, religião e Direito: colonialidade do gênero e limites constitucionais da liberdade religiosa

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Palavras-chave:

Transexualidade. Liberdade religiosa. Dignidade da pessoa humana. Colonialidade do gênero. Supremo Tribunal Federal.

Resumo

O presente artigo analisa, em perspectiva teórico-normativa e crítico-hermenêutica, a relação entre transexualidade, religião e Direito, com ênfase nos limites constitucionais da liberdade religiosa quando suas manifestações produzem efeitos externos sobre pessoas trans. Parte-se do problema de compreender de que modo a crítica à colonialidade do gênero contribui para a interpretação da dignidade da pessoa humana, da igualdade material e da laicidade estatal no constitucionalismo brasileiro. O objetivo do estudo consiste em propor uma chave interpretativa capaz de qualificar a análise jurídica de conflitos entre autonomia religiosa e vedação de discriminação. Metodologicamente, trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza teórico-normativa, desenvolvida a partir de abordagem crítico-hermenêutica, com base em revisão bibliográfica e análise de precedentes do Supremo Tribunal Federal. A jurisprudência da Corte é examinada não como comprovação empírica da hipótese, mas como campo de problematização dos avanços e limites da tutela constitucional da identidade de gênero. Sustenta-se que a liberdade religiosa não pode ser compreendida como esfera de imunidade absoluta, devendo ser delimitada à luz de seus efeitos externos. Conclui-se que a proteção das pessoas trans exige interpretação material da dignidade, da igualdade e da laicidade, capaz de distinguir a autonomia dogmática das práticas discriminatórias incompatíveis com a Constituição da República (BRASIL, 1988).

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Biografia do Autor

Jorge Alan de Souza Baloni, UniProcessus – Centro Universitário Processus, DF, Brasil

Aluno do curso de Direito da Uniprocessus, Mestre em Sustentabilidade pela Universidade de Brasília (UnB). Pós-graduado (MBA) em Auditoria, Controladoria e Gestão Financeira pela FGV. Graduado em Física, Matemática, Pedagogia e Segurança e Ordem Pública.

Jonas Rodrigo Gonçalves, UniProcessus – Centro Universitário Processus, DF, Brasil

Pós-doutor em Direito (Direitos Humanos); Doutor em Psicologia; Mestre em Direitos Humanos (Ciência Política e Políticas Públicas); Licenciado em Filosofia, em Sociologia e em Letras (Português e Inglês); Especialista em Direito Constitucional e Processo Constitucional, em Direito Administrativo, em Direito do Trabalho e Processo Trabalhista, entre outras especializações em Educação e Letras. Pesquisador sobre Direitos Humanos, Políticas Públicas e grupos vulneráveis.

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Publicado

2026-06-16