Língua, sociedade e escola: desafios da variação linguística no ensino da língua materna na educação básica

Autores/as

  • Ana Rosária Soares da Silva Universidade Federal de Uberlândia, MG, UFU, Mrasil
  • Antonio Luiz Alencar Miranda Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ- Rio de Janeiro, Brasil
  • Raimunda Nonata Reis Lobão Universidade Estadual do Rio de Janeiro, (UERJ), Rio de Janeiro, Brasil
  • Maria Lúcia Aguiar Teixeira UNISINOS – Rio Grande do Sul, Brasil
  • Shirlane Maria Batista da Silva Miranda Universidade Federal do Piauí – UFPI- Teresina, Piauí, Brasil
  • Dulce Helena Teixeira dos Santos UNISINOS – Rio Grande do Sul, Brasil
  • Domitilia Lopes de Sousa Universidad de la Integración de las Americas- UNIDAS Assunção-PY
  • Cláudia Maria Magalhães Motta Universidade Federal do Piauí – UFPI- Teresina

Palabras clave:

Variação linguística. Ensino de língua materna. Educação Básica. Sociolinguística. Língua Portuguesa.

Resumen

A variação linguística constitui um fenômeno inerente a todas as línguas naturais e representa uma das principais evidências do caráter dinâmico, histórico e social da linguagem. Entretanto, apesar dos avanços obtidos pelos estudos linguísticos nas últimas décadas, o ensino de Língua Portuguesa ainda apresenta práticas fortemente influenciadas por uma concepção normativa, privilegiando a variedade padrão em detrimento das demais formas de uso da língua. Essa realidade contribui para a manutenção do preconceito linguístico, da exclusão social e das dificuldades enfrentadas por muitos estudantes da Educação Básica no processo de aprendizagem da língua materna. O presente artigo tem como objetivo analisar a relação entre a variação linguística e o ensino de língua materna, discutindo os desafios enfrentados pela escola na valorização da diversidade linguística brasileira e na construção de práticas pedagógicas mais inclusivas. A pesquisa caracteriza-se como um estudo bibliográfico, fundamentado em autores contemporâneos da Linguística e da Linguística Aplicada, entre eles Marcos Bagno, Carlos Alberto Faraco, Stella Maris Bortoni-Ricardo, Irandé Antunes, Roxane Rojo, Sírio Possenti, Luiz Carlos Travaglia, João Wanderley Geraldi, Ingedore Villaça Koch e Luiz Antônio Marcuschi, além da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Os resultados evidenciam que reconhecer a diversidade linguística não significa abandonar o ensino da norma-padrão, mas compreendê-la como uma das variedades da língua, possibilitando ao estudante ampliar sua competência comunicativa e exercer plenamente sua cidadania em diferentes contextos sociais.

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Biografía del autor/a

Ana Rosária Soares da Silva, Universidade Federal de Uberlândia, MG, UFU, Mrasil

Doutora em Letras – Estudos Literários- Universidade Federal de Uberlândia - UFU: Uberlândia – MG, Mrasil

Antonio Luiz Alencar Miranda, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ- Rio de Janeiro, Brasil

Doutor em Linguística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ- Rio de Janeiro, Brasil

Raimunda Nonata Reis Lobão, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, (UERJ), Rio de Janeiro, Brasil

Mestre em Língua Portuguesa – Universidade Estadual do Rio de Janeiro, (UERJ), Rio de Janeiro, Brasil

Maria Lúcia Aguiar Teixeira, UNISINOS – Rio Grande do Sul, Brasil

Doutora em História- - UNISINOS – Rio Grande do Sul, Brasil

Shirlane Maria Batista da Silva Miranda, Universidade Federal do Piauí – UFPI- Teresina, Piauí, Brasil

Doutora em Educação - Universidade Federal do Piauí – UFPI- Teresina, Piauí, Brasil

Dulce Helena Teixeira dos Santos, UNISINOS – Rio Grande do Sul, Brasil

Mestre em Educação - UNISINOS – Rio Grande do Sul, Brasil

Domitilia Lopes de Sousa, Universidad de la Integración de las Americas- UNIDAS Assunção-PY

Doutora em Ciências da Educação Universidad de la Integración de las Americas- UNIDAS Assunção-PY

 

Cláudia Maria Magalhães Motta, Universidade Federal do Piauí – UFPI- Teresina

Mestre em Linguagem/Letras- Universidade Federal do Piauí – UFPI- Teresina, Piauí, Brasil

Citas

ANTUNES, Irandé. Aula de português: encontro & interação. São Paulo: Parábola Editorial, 2014.

BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 59. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2024.

BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial, 2005.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: Ministério da Educação, 2018.

FARACO, Carlos Alberto. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2021.

GERALDI, João Wanderley. Portos de passagem. 5. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2013.

KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2015.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.

POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas: Mercado de Letras, 2012.

ROJO, Roxane (Org.). Escola conectada: os multiletramentos e as TICs. São Paulo: Parábola Editorial, 2013.

TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática na escola. 15. ed. São Paulo: Cortez, 2018.

Publicado

2026-08-05

Cómo citar

Silva, A. R. S. da, Miranda, A. L. A., Lobão, R. N. R., Teixeira, M. L. A., Miranda, S. M. B. da S., Santos, D. H. T. dos, … Motta, C. M. M. (2026). Língua, sociedade e escola: desafios da variação linguística no ensino da língua materna na educação básica. Revista Processus De Políticas Públicas Y Desarrollo Social, 8(16), e161777. Recuperado a partir de https://periodicos.processus.com.br/index.php/ppds/article/view/1777

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