Matriz produtiva e indústria 4.0: um debate sobre o plano nacional de inteligência artificial
Palabras clave:
Inteligência Artificial. PBIA. EBIA. Indústria 4.0. Políticas PúblicasResumen
A Inteligência Artificial domina as recentes discussões sobre trabalho, produtividade e avanço tecnológico, manifestando seu caráter multifacetado e facilitador em diversas frentes e sua capilarização em aspectos econômicos, sociais e culturais. Outra característica que se impõe é o poder de Big Techs e a dependência tecnológica de países como o Brasil. Frente ao momento ímpar que se atravessa, o governo lança o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial na busca de coordenar suas forças para aproveitar a oportunidade que se apresenta, com um orçamento previsto de R$23 bilhões. Em face de tal iniciativa, surge a necessidade de enxergar seus limites. A principal pergunta que guia este trabalho é: qual a capacidade do Plano no desenvolvimento da matriz produtiva brasileira? Objetivou-se avaliar sua competência de avançar na fronteira tecnológica, na soberania nacional e na Indústria 4.0, visto a forte desindustrialização aprofundada desde o início dos anos 1990 no país. Como conclusão, observa-se a ambição parcialmente concretizada em projetos que aprimoram serviços públicos, infraestrutura e cadeias de inovação, mas ainda esbarra em apontar meios de superar sujeições e de encontrar soberania tecnológica diante da manutenção da lógica da austeridade e falta de rédeas em temas caros para o país.
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